quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ECOLOGIA, PRESERVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Como esse assunto tem sido tema de muitas discuções nas áreas da política, economia e tudo mais que envolve o ser humano e a sua sobrevivência, muitas vezes somos perguntados sobre o que a Bíblia diz sobre ecologia. Não vamos encontrar a palavra ecologia na Bíblia, pois ela foi usada pela primeira vez pelo cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem. A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos", que significa casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. (Fonte Wikipedia)
Na criação relatada em Gênesis, Deus criou uma casa (oikos) para o homem (Gn. 1.1). Em Gênesis 1:28 está escrito: “...enchei a terra, sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céus...” Esse domínio significa cuidado e mordomia, e não a destrição. Sendo criação de Deus, cabe a nós o papel de cuidadores e não de predadores. Deus criou a natureza para o homem (Disse Deus: Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês (Gn 1:29). Se é para o nosso sustento, então a preservação é fundamental para nossa sobrevivência na terra. Em Deuteronômio 20:19 está escrito:”Quando sitiarem uma cidade por um longo período, lutando contra ela para conquistá-la, não destruam as árvores dessa cidade a golpes de machado, pois vocês poderão comer as suas frutas. Não as derrubem. Por acaso as árvores são gente, para que vocês as sitiem?”
Outro termo muito usado quando se fala de ecologia é a palavra sustentabilidade. A sustentabilidade é busca entre desenvolvimento econômico para sustento da vida e ao mesmo tempo preservação do ecossistema. Deus disse ao homem: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem é do mal não comerás; (Gn. 2. 16-17)”. Da obediência a esta ordem, ou seja, o que extrair ou não do jardim do Édem, dependia a própria vida deles, inclusive a sua comunhão com o próprio Deus. Em Deuteronômio 20.20, Deus permitiu a derrubada de árvores desde que fosse para subsistência das pessoas (“Entretanto, poderão derrubar as árvores que vocês sabem que não são frutíferas, para utilizá-las em obras que ajudem o cerco, até que caia a cidade que está em guerra contra vocês.”) Não quero “forçar” interpretações bíblicas com versículos isolados, mas creio que esta ordem de Deus não foi dada somente para situação de guerra, mas para toda existência do ser humano, pois os pontos elementares da sustentabilidade visam à própria sobrevivência no planeta, tanto no presente quanto no futuro.
Finalmente a Bíblia diz que a destruição da natureza é fruto de pecado do ser humano em Romanos 8:22 diz que a criação, ou seja tudo que foi criado por Deus “geme e sofre dores de parto até o presente” (Bíblia de Jeruzalém) esperando o dia da redenção quando o pecado for totalmente exterminado da terra. A natureza paga pelo pecado da ganância e do consumismo desenfreado. Que sejamos melhores mordomos do que Deus nos deu pra cuidar.

Pr. Eliéser de Oliveira

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DEZ MARCAS DE QUALIDADE QUE BUSCAMOS NA IGREJA PARA 2011/2012

1. Compromisso com Deus
2. Compromisso com a Palavra
3. Compromisso com a missão
4. Compromisso com o discipulado
5. Compromisso com a oração
6. Compromisso com a adoração
7. Compromisso com o testemunho
8. Compromisso com o serviço a Deus e ao próximo
9. Compromisso com a unidade
10. Compromisso com contribuição

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DEUS ESPERA QUE O MEU LAR SEJA:

A modernidade tem trazido muitas mudanças para as nossas vidas. Estas mudanças podem ser positivas por um lado, e negativa por outro. A modernidade é positiva quando facilita nossa vida e nos dá conforto. Mas ela pode ser negativa se nos fizer afastar das pessoas e nos torna pessoas frias, sem afeto. As mudanças da modernidade tem afetado diretamente os lares. Pouco a pouco tem se perdido os momentos de oração em família, os bons momentos junto à mesa para uma deliciosa refeição, onde não se leva muito em conta o prato que está sendo servido, mas o fato de estar toda família reunida. Mas mesmo diante de todo isso, Deus tem expectativas quanto ao seu lar. Você já parou para pensar o que Deus espera que o seu lar seja? Estamos em mais um mês de maio, mais um mês da família e completar a frase acima, infelizmente não é uma tarefa assim tão fácil. Mesmo assim, Deus espera que o meu lar seja...
Um jardim e nunca um deserto. Uma jardim expressa alegria e vida. Um deserto é só sequidão. É difícil sobreviver no deserto. Mas a nossa casa deve Ter o colorido das flores de um belo jardim para que haja alegria e vida.
Uma capela de adoração. Nossa casa deve ser uma extensão da igreja. O meu louvor não pode terminar no culto de domingo. Ele tem que permanecer quando vou para casa e deparo com todas as lutas que possam existir. Por isso a importância de cultivar a prática devocional em família.
Um refúgio para as tensões e pressões da vida. Deus espera que o nosso lar seja um refúgio. O mundo nos pressiona. O trabalho excessivo e a importância de produzir tem nos afligido. O lar quando é um refúgio se torna o melhor lugar do mundo. Voltar para casa deve ser sempre uma alegria e nunca uma tristeza.
Um lugar de formação e não de deformação. Não adianta, o lar é e sempre será o melhor lugar para se formar uma pessoa. A Igreja é importante, a escola também, mas é em casa que se aprende os princípios para uma boa formação.
Talvez agora seja mais fácil completar a frase: “Deus espera que o meu lar seja...” Lembre-se: Tua família é um projeto de Deus!


Adaptado de: Pr. Josué Gonsalves

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ORAÇÃO É LIBERTAÇÃO

“Pedro, pois , estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da Igreja a favor dele.” ATOS 12:5

A uma única arma que a Igreja primitiva possuía contra seus inimigos era a oração. Quando a injustiça ou a adversidade prevalece, quando não há mais ninguém para recorrer ou nada mais para a fazer, ainda assim o cristão não se sente derrotado. Mesmo jogado num canto, proibido de falar, sentindo que tudo e todos estão contra ele, o cristão eleva seu pensamento a Deus e ora.
Foi sempre assim na história da Igreja. Quando irmãos ou familiares eram presos, os cristãos não se intimidavam, mas dobravam seus joelhos em oração. Na oração as pessoas se sentiam mais fortes, unidas, acolhidas, congregadas. Participavam de uma mesma realidade, de uma mesma fé, da crença em um mesmo Deus. E, por isso mesmo, assistiam-se umas às outras em tudo que podiam.
A oração nos faz vulneráveis à ação de Deus. Ela nos reconstrói por dentro. Reorganiza nossos pensamentos, nossos ideais, nossos valores. A oração faz com que vejamos Deus como Senhor absoluto. A oração nos acalma, nos dá confiança, nos leva a retroceder, a confessar e amar. A oração é momento fraqueza e lágrimas, de seriedade e de força. É momento de nos sentirmos alegres por poder falar com o nosso Libertador. Imagine todos estes sentimentos ao mesmo tempo. Isto é oração.
Oração é tempo de nos soltarmos nos braços de Deus e sairmos renovados para a luta. É na oração que nos sintonizamos com Ele, que nos ouve, responde e salva.


Eliéser de Oliveira Alves, seu pastor e amigo.

A PERSEGUIÇÃO RESULTA EM AVANÇO

Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão, se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia... Alguns deles, que eram de Chipre e de Cirene, e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos crendo se convertiam ao Senhor. At. 11: 19-21

A história da Igreja antiga muito nos tem a ensinar. Os novos crentes estavam acomodados em Jerusalém sem preocupar com a evangelização daqueles que viviam fora da cidade. Foi necessária que viesse sobre eles, uma grande tribulação para que se espalhassem e assim pregassem a palavra de Deus por onde andassem. Depois disso a Igreja se espalhou e cresceu muito alcançando até os confins da terra.
Nós como parte da igreja atual, corremos um grande risco de nos acomodar em nossa Jerusalém (nossos templos confortáveis) e esquecermos da missão de ir por todo mundo pregando o Evangelho. Deus queria o avanço da Igreja primitiva e continua querendo o avanço da Igreja atual. Estamos em um novo momento, e por isso, precisamos analisar os nossos avanço do ano que passou e firmar um pacto com Deus de avançar muito no próximo ano.
Para que o crescimento acontecesse na Igreja de Atos foi necessário a perseguição, que resultou em DISPOSIÇÃO de seus membros. Eles abandonavam o conforto de seus lares para serem perseguidos como criminosos. Tudo isso por amor a obra de Deus. Precisamos de pessoas dispostas a abrir mão de um pouco do seu conforto e sossego para lutar pela causa de Deus. A perseguição da Igreja primitiva resultou também em PODER. Eles não foram enviados sem capacitação. O Espírito Santo capacitava os novos missionários com poder com o qual eles anunciavam a mensagem do Senhor. É necessário buscarmos também este poder para nossas vidas, antes de fazermos a obra do Senhor. Finalmente a perseguição resultou em PROGRESSO. A Igreja crescia de forma tremenda e alcançava seus objetivos. Deus nos chama para alcançar o objetivo que ele tem para nossa igreja que é o crescimento.
O propósito de Deus continua sendo o mesmo: o crescimento da Igreja. Não podemos nos acomodar esperando que os outros façam o que Deus confiou a nós. Não cometer o mesmo erro da Igreja primitiva pode nos livrar de uma grande tribulação.

Eliéser de Oliveira Alves, o seu pastor e amigo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

OLHA PRA NÓS!

“E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E ele os olhava atentamente, esperando receber deles alguma coisa. Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda.” – Atos 3: 4-6



Existem muitas formas de se fazer missão. Podemos fazer missão usando grande número de pessoas, e podemos fazer sozinhos num evangelismo pessoal. Podemos fazer missão usando grande aparato técnico, e podemos fazer missão sem nenhuma ajuda da tecnologia. O importante é fazer missão. Porque todos os recursos e todos os esforços possíveis para se fazer missão são válidos. Temos é que pregar.

As formas são muitas, mas existe uma que é mais eficaz. Pedro e João a usaram, e o evangelismo que fizeram com aquele homem coxo foi um sucesso. Não tinham nenhum recurso técnico, nem ouro nem prata, simplesmente ofereceram o que eles tinham, Jesus. O segrego do sucesso desse evangelismo foi que eles tiveram a coragem de dizer: “Olha para nós!” Esta frase tão curta pode dizer mais do que um grande discurso. Quando alguém ao evangelizar tem a coragem de dizer olha para mim, ela está dizendo: veja o que Jesus fez em mim, Ele pode fazer em você também. Veja como Cristo me mudou, ele quer mudar sua vida também. Mas quando falamos de transformação e não somos transformados, quando falamos de vida nova e vivemos com vestígios do velho homem, nosso evangelismo corre risco de fracassar.

Que a nossa Igreja continue usando todas as formas de evangelismo. Que continuemos a usar todas as nossas forças em prol da missão. mas que não venhamos a esquecer do testemunho e da busca diária da santificação. Assim poderemos dizer: “Olha para nós!”

domingo, 4 de julho de 2010

MINISTÉRIO PASTORAL E O O PERIGO DA BUSCA PELO SUCESSO



As últimas décadas têm sido marcadas por grandes mudanças no meio evangélico, principalmente pelo rápido crescimento das igrejas neopentecostais somado a facilitação de acesso aos meios de comunicação em massa. Se por um lado tem ajudado muito quanto a propagação da Palavra de Deus que entra pelos lares dia após dia através da televisão, rádio e internet, por outro tem despertado um tipo de ministério pastoral que não se pauta pelo exemplo de Cristo onde o maior é o que serve lavando os pés uns dos outros.

O que temos visto ultimamente é uma busca desenfreada pelo sucesso, pelos aplausos e holofotes, contrariando os princípios básicos de Cristo para o ministério do pastor e da pastora.

Dentre as qualidades que o ministério requer do pastor e da pastora está a humildade. Cristo é o nosso maior exemplo de humildade, como está escrito: “a si mesmo se humilhou” (Filipenses 2.8). Para expressar a dignidade a vocação, o/a líder espiritual busca seguir os passos de Jesus apresentando-se sempre em forma de servo.

A busca pelo sucesso a qualquer preço e a vinculação do trabalho na obra de Deus com qualquer atividade econômica do mercado levando líderes ao profissionalismo, tem afetado diretamente o carisma do ministério pastoral. A maioria dos líderes evangélicos de hoje, em busca de status, tem se corrompido não atentando para os conselhos do Apóstolo Paulo em Romanos 12:2 que grita aos nossos ouvidos: “não vos conformeis com este século...”.

“O ídolo número um entre o povo de Deus atualmente não é adultério, pornografia ou álcool. É a cobiça, um desejo dominante muito mais forte. O que é este ídolo? É a ambição obcecante de alcançar sucesso. E tem até mesmo uma doutrina para justificar” . Líderes religiosos, templos, catedrais, denominações, status e títulos, tem se tornado verdadeiros ídolos para os falsos cristãos. Os pastores que buscam o sucesso a qualquer preço não só tem se tornado idólatras como também se sentem os próprios ídolos de fiéis sem conhecimento da Palavra libertadora.

A Revista Eclésia descreve: “A relação entre fé e riqueza nunca despertou tanto interesse quanto nos dias de hoje. Graças à predominância do capitalismo, as religiões são cada vez mais atraídas por um apelo financeiro. O principal alvo dos críticos dessa relação são os evangélicos”.

A Revista cita o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC – RS, que diz: “A teologia da prosperidade, ao justificar o intenso pedido de dízimos e ofertas, agrada aos pastores cujos projetos evangelísticos são ambiciosos e de alto custo. Pastores, sem cerimônia, passaram a pedir dinheiro em grandes quantias, enquanto os fiéis, sem culpa, assumiram seus desejos de consumo e ambições materiais”.

O ministério pastoral não deve ser espaço de ostentação de riqueza e sucesso, mas sim representar Cristo na sua essência, ou seja, o servo humilde que denuncia a opressão e o farisaísmo.

A VOCAÇÃO PARA O MINISTÉRIO PASTORAL



A palavra vocação tem o sentido de chamar, convocar, e isso pressupõe algo dinâmico, ou seja, o chamado, logo é enviado . O chamado ou a vocação sempre me chamou a atenção. Percebi que nas últimas décadas o processo de chamado e envio vem sofrendo uma séria transformação quanto ao seu objetivo.

O que vemos hoje que difere de alguns tempos atrás é o aumento do personalismo, do individualismo que tem gerado muitas divisões no corpo de Cristo. Em nome de um “pseudo-chamado” pessoas tem se “auto-consagrado” pastor e pastora, bispo e bispa, apóstolo e apostola, buscando legitimidade em uma, segundo eles, “ordenança” do Espírito Santo, mas que na verdade é ordenança do próprio ego que resiste a submeter-se às lideranças constituídas nas instituições.

Entendo que o legítimo chamado do Espírito Santo não divide o Corpo de Cristo, pelo contrário, promove sempre a unidade. Conforme o texto “A vocação em uma Perspectiva Neotestamentária” do Professor Paulo Roberto Garcia, a legítima vocação acontece a partir da ação do Espírito que move o se humano de uma perspectiva egocêntrica para uma perspectiva relacional, ampla e solidária. Além disso, a vocação leva o vocacionado ao comprometimento com a obra daquele que o chamou.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MINISTÉRIO PASTORAL E OS DESAFIOS DA MODERNIDADE

Sou pastor a dez anos e nesse período estive junto a duas comunidades, sendo na primeira nomeação por quatro anos, e na segunda, onde sirvo até agora. Como metodista me submeti à itinerância para ir aonde Deus me chamar. Nesse tempo já experimentei momentos alegrias, mas também muitos momentos de tristezas passando por desertos áridos onde lutava para manter vivo meu chamado, outras vezes nos vales sombrios da solidão que o pastor/a tem que enfrentar para o seu crescimento.

Nesse período vi colegas abandonarem seus postos por não agüentarem tanta exigência que o ministério pastoral lhes impôs, outros se desviarem, até mesmo da sã doutrina e partirem em busca do sucesso pessoal se tornando adoradores de ídolos que o mercado financeiro nos oferece todos os dias.

Hoje quando olho pra trás vejo que o ministério pastoral é todo desafio. Desafio que recebemos de Deus que é lutar contra o pecado existente no mundo que escraviza as pessoas, lutar contra o sistema opressor dos nossos tempos e, além disso, lutar contra nós mesmos, sendo esse a meu ver, o maior desafio do pastor e da pastora.