segunda-feira, 19 de julho de 2010

ORAÇÃO É LIBERTAÇÃO

“Pedro, pois , estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da Igreja a favor dele.” ATOS 12:5

A uma única arma que a Igreja primitiva possuía contra seus inimigos era a oração. Quando a injustiça ou a adversidade prevalece, quando não há mais ninguém para recorrer ou nada mais para a fazer, ainda assim o cristão não se sente derrotado. Mesmo jogado num canto, proibido de falar, sentindo que tudo e todos estão contra ele, o cristão eleva seu pensamento a Deus e ora.
Foi sempre assim na história da Igreja. Quando irmãos ou familiares eram presos, os cristãos não se intimidavam, mas dobravam seus joelhos em oração. Na oração as pessoas se sentiam mais fortes, unidas, acolhidas, congregadas. Participavam de uma mesma realidade, de uma mesma fé, da crença em um mesmo Deus. E, por isso mesmo, assistiam-se umas às outras em tudo que podiam.
A oração nos faz vulneráveis à ação de Deus. Ela nos reconstrói por dentro. Reorganiza nossos pensamentos, nossos ideais, nossos valores. A oração faz com que vejamos Deus como Senhor absoluto. A oração nos acalma, nos dá confiança, nos leva a retroceder, a confessar e amar. A oração é momento fraqueza e lágrimas, de seriedade e de força. É momento de nos sentirmos alegres por poder falar com o nosso Libertador. Imagine todos estes sentimentos ao mesmo tempo. Isto é oração.
Oração é tempo de nos soltarmos nos braços de Deus e sairmos renovados para a luta. É na oração que nos sintonizamos com Ele, que nos ouve, responde e salva.


Eliéser de Oliveira Alves, seu pastor e amigo.

A PERSEGUIÇÃO RESULTA EM AVANÇO

Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão, se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia... Alguns deles, que eram de Chipre e de Cirene, e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos crendo se convertiam ao Senhor. At. 11: 19-21

A história da Igreja antiga muito nos tem a ensinar. Os novos crentes estavam acomodados em Jerusalém sem preocupar com a evangelização daqueles que viviam fora da cidade. Foi necessária que viesse sobre eles, uma grande tribulação para que se espalhassem e assim pregassem a palavra de Deus por onde andassem. Depois disso a Igreja se espalhou e cresceu muito alcançando até os confins da terra.
Nós como parte da igreja atual, corremos um grande risco de nos acomodar em nossa Jerusalém (nossos templos confortáveis) e esquecermos da missão de ir por todo mundo pregando o Evangelho. Deus queria o avanço da Igreja primitiva e continua querendo o avanço da Igreja atual. Estamos em um novo momento, e por isso, precisamos analisar os nossos avanço do ano que passou e firmar um pacto com Deus de avançar muito no próximo ano.
Para que o crescimento acontecesse na Igreja de Atos foi necessário a perseguição, que resultou em DISPOSIÇÃO de seus membros. Eles abandonavam o conforto de seus lares para serem perseguidos como criminosos. Tudo isso por amor a obra de Deus. Precisamos de pessoas dispostas a abrir mão de um pouco do seu conforto e sossego para lutar pela causa de Deus. A perseguição da Igreja primitiva resultou também em PODER. Eles não foram enviados sem capacitação. O Espírito Santo capacitava os novos missionários com poder com o qual eles anunciavam a mensagem do Senhor. É necessário buscarmos também este poder para nossas vidas, antes de fazermos a obra do Senhor. Finalmente a perseguição resultou em PROGRESSO. A Igreja crescia de forma tremenda e alcançava seus objetivos. Deus nos chama para alcançar o objetivo que ele tem para nossa igreja que é o crescimento.
O propósito de Deus continua sendo o mesmo: o crescimento da Igreja. Não podemos nos acomodar esperando que os outros façam o que Deus confiou a nós. Não cometer o mesmo erro da Igreja primitiva pode nos livrar de uma grande tribulação.

Eliéser de Oliveira Alves, o seu pastor e amigo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

OLHA PRA NÓS!

“E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E ele os olhava atentamente, esperando receber deles alguma coisa. Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda.” – Atos 3: 4-6



Existem muitas formas de se fazer missão. Podemos fazer missão usando grande número de pessoas, e podemos fazer sozinhos num evangelismo pessoal. Podemos fazer missão usando grande aparato técnico, e podemos fazer missão sem nenhuma ajuda da tecnologia. O importante é fazer missão. Porque todos os recursos e todos os esforços possíveis para se fazer missão são válidos. Temos é que pregar.

As formas são muitas, mas existe uma que é mais eficaz. Pedro e João a usaram, e o evangelismo que fizeram com aquele homem coxo foi um sucesso. Não tinham nenhum recurso técnico, nem ouro nem prata, simplesmente ofereceram o que eles tinham, Jesus. O segrego do sucesso desse evangelismo foi que eles tiveram a coragem de dizer: “Olha para nós!” Esta frase tão curta pode dizer mais do que um grande discurso. Quando alguém ao evangelizar tem a coragem de dizer olha para mim, ela está dizendo: veja o que Jesus fez em mim, Ele pode fazer em você também. Veja como Cristo me mudou, ele quer mudar sua vida também. Mas quando falamos de transformação e não somos transformados, quando falamos de vida nova e vivemos com vestígios do velho homem, nosso evangelismo corre risco de fracassar.

Que a nossa Igreja continue usando todas as formas de evangelismo. Que continuemos a usar todas as nossas forças em prol da missão. mas que não venhamos a esquecer do testemunho e da busca diária da santificação. Assim poderemos dizer: “Olha para nós!”

domingo, 4 de julho de 2010

MINISTÉRIO PASTORAL E O O PERIGO DA BUSCA PELO SUCESSO



As últimas décadas têm sido marcadas por grandes mudanças no meio evangélico, principalmente pelo rápido crescimento das igrejas neopentecostais somado a facilitação de acesso aos meios de comunicação em massa. Se por um lado tem ajudado muito quanto a propagação da Palavra de Deus que entra pelos lares dia após dia através da televisão, rádio e internet, por outro tem despertado um tipo de ministério pastoral que não se pauta pelo exemplo de Cristo onde o maior é o que serve lavando os pés uns dos outros.

O que temos visto ultimamente é uma busca desenfreada pelo sucesso, pelos aplausos e holofotes, contrariando os princípios básicos de Cristo para o ministério do pastor e da pastora.

Dentre as qualidades que o ministério requer do pastor e da pastora está a humildade. Cristo é o nosso maior exemplo de humildade, como está escrito: “a si mesmo se humilhou” (Filipenses 2.8). Para expressar a dignidade a vocação, o/a líder espiritual busca seguir os passos de Jesus apresentando-se sempre em forma de servo.

A busca pelo sucesso a qualquer preço e a vinculação do trabalho na obra de Deus com qualquer atividade econômica do mercado levando líderes ao profissionalismo, tem afetado diretamente o carisma do ministério pastoral. A maioria dos líderes evangélicos de hoje, em busca de status, tem se corrompido não atentando para os conselhos do Apóstolo Paulo em Romanos 12:2 que grita aos nossos ouvidos: “não vos conformeis com este século...”.

“O ídolo número um entre o povo de Deus atualmente não é adultério, pornografia ou álcool. É a cobiça, um desejo dominante muito mais forte. O que é este ídolo? É a ambição obcecante de alcançar sucesso. E tem até mesmo uma doutrina para justificar” . Líderes religiosos, templos, catedrais, denominações, status e títulos, tem se tornado verdadeiros ídolos para os falsos cristãos. Os pastores que buscam o sucesso a qualquer preço não só tem se tornado idólatras como também se sentem os próprios ídolos de fiéis sem conhecimento da Palavra libertadora.

A Revista Eclésia descreve: “A relação entre fé e riqueza nunca despertou tanto interesse quanto nos dias de hoje. Graças à predominância do capitalismo, as religiões são cada vez mais atraídas por um apelo financeiro. O principal alvo dos críticos dessa relação são os evangélicos”.

A Revista cita o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC – RS, que diz: “A teologia da prosperidade, ao justificar o intenso pedido de dízimos e ofertas, agrada aos pastores cujos projetos evangelísticos são ambiciosos e de alto custo. Pastores, sem cerimônia, passaram a pedir dinheiro em grandes quantias, enquanto os fiéis, sem culpa, assumiram seus desejos de consumo e ambições materiais”.

O ministério pastoral não deve ser espaço de ostentação de riqueza e sucesso, mas sim representar Cristo na sua essência, ou seja, o servo humilde que denuncia a opressão e o farisaísmo.

A VOCAÇÃO PARA O MINISTÉRIO PASTORAL



A palavra vocação tem o sentido de chamar, convocar, e isso pressupõe algo dinâmico, ou seja, o chamado, logo é enviado . O chamado ou a vocação sempre me chamou a atenção. Percebi que nas últimas décadas o processo de chamado e envio vem sofrendo uma séria transformação quanto ao seu objetivo.

O que vemos hoje que difere de alguns tempos atrás é o aumento do personalismo, do individualismo que tem gerado muitas divisões no corpo de Cristo. Em nome de um “pseudo-chamado” pessoas tem se “auto-consagrado” pastor e pastora, bispo e bispa, apóstolo e apostola, buscando legitimidade em uma, segundo eles, “ordenança” do Espírito Santo, mas que na verdade é ordenança do próprio ego que resiste a submeter-se às lideranças constituídas nas instituições.

Entendo que o legítimo chamado do Espírito Santo não divide o Corpo de Cristo, pelo contrário, promove sempre a unidade. Conforme o texto “A vocação em uma Perspectiva Neotestamentária” do Professor Paulo Roberto Garcia, a legítima vocação acontece a partir da ação do Espírito que move o se humano de uma perspectiva egocêntrica para uma perspectiva relacional, ampla e solidária. Além disso, a vocação leva o vocacionado ao comprometimento com a obra daquele que o chamou.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MINISTÉRIO PASTORAL E OS DESAFIOS DA MODERNIDADE

Sou pastor a dez anos e nesse período estive junto a duas comunidades, sendo na primeira nomeação por quatro anos, e na segunda, onde sirvo até agora. Como metodista me submeti à itinerância para ir aonde Deus me chamar. Nesse tempo já experimentei momentos alegrias, mas também muitos momentos de tristezas passando por desertos áridos onde lutava para manter vivo meu chamado, outras vezes nos vales sombrios da solidão que o pastor/a tem que enfrentar para o seu crescimento.

Nesse período vi colegas abandonarem seus postos por não agüentarem tanta exigência que o ministério pastoral lhes impôs, outros se desviarem, até mesmo da sã doutrina e partirem em busca do sucesso pessoal se tornando adoradores de ídolos que o mercado financeiro nos oferece todos os dias.

Hoje quando olho pra trás vejo que o ministério pastoral é todo desafio. Desafio que recebemos de Deus que é lutar contra o pecado existente no mundo que escraviza as pessoas, lutar contra o sistema opressor dos nossos tempos e, além disso, lutar contra nós mesmos, sendo esse a meu ver, o maior desafio do pastor e da pastora.